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sábado, 25 de fevereiro de 2017

And the Oscar goes to... Os favoritos aos prêmios secundários.

Abaixo seguem os favoritos aos prêmios secundários do Oscar 2017, os mais difíceis de prever e que, geralmente, decidem os bolões e apostas da premiação.

Documentário: na principal categoria dentre os prêmios secundários do Oscar, o grande favorito é o documentário O.J.: Made in America, que conta a história do jogador de futebol americano O.J. Simpson e a sua acusação de matar sua ex-mulher e seu melhor amigo em 1994. Exibido pela ESPN no programa “30 for 30” em cinco capítulos, totalizando 467 minutos de documentário. Venceu diversos prêmios até o momento e chega forte ao Oscar. Tem como principal concorrente o documentário “A 13ª Emenda”, exibido pelo Netflix e que tenta relacionar a emenda que aboliu a escravidão com o encarceramento dos negros nos Estados Unidos, criando, segundo o documentário, uma nova forma de servidão. Venceu o Bafta e o Satellite e tem ganhado força nas últimas semanas. São documentários interessantes e que devem ser assistidos por quem gosta de história. Minha aposta é em O.J.: Made in America.

Animação em curta-metragem: vencedor na mesma categoria no Annie Awards – o maior prêmio de animação -, “Piper: Descobrindo o Mundo” é a grande referência na premiação de curta de animação. Produzido pela Pixar, tive a oportunidade de assisti-lo antes do filme “Procurando Dori” e gostei bastante. Os demais curtas concorrentes, em especial o 360º da Google “Pearl”, também são bem produzidos, mas sem a mesma qualidade e impacto do curta da Pixar. É a minha aposta e ficaria bem feliz se vencesse.

Curta-metragem: esta é a categoria que se tem menos informações no Oscar 2017 e é a escolha que quebra ou garante os bolões. Sem nenhuma produção em língua inglesa (os curtas são da França, Espanha, Suíça, Dinamarca e Hungria), também é difícil encontra-los para verificar a qualidade de cada um e tentar adivinhar de qual a Academia irá mais gostar. O curta francês “Ennemis Intérieurs” tentou aproximar mais a categoria do grande público mantendo a produção na internet disponível durante algumas semanas no ano passado e trata o terrorismo argelino na França na década de 90. Talvez seu maior concorrente seja o húngaro “Sing”, uma história que mostra crianças que, basicamente, tentam se vingar da sua professora de coral que exige demais delas visando a vitória em premiações, mas a minha aposta é no francês que, além da tradição do país no Oscar, parece ter uma história mais envolvente, trata do tema terrorismo e foi mais visto que seus concorrentes.

Documentário em curta-metragem: com três produções que tratam o problema na Síria, seja tratando diretamente da guerra civil (Watani: My Homeland), seja mostrando a questão da imigração na Turquia (4.1 Miles). Mas o favorito, que venceu alguns prêmios no ano passado, é a produção da Netflix “Extremis”, que trata de decisões morais e éticas tomadas por famílias que tem entes em fase terminal na UTI do Hospital Highland, em Oakland, Estados Unidos. “The White Helmets”, também da Nexflix, é outro documentário em curta-metragem que chega com chances, ao também tratar a Guerra da Síria, mas com um foco maior em Aleppo, mostrando heróis desconhecidos que arriscam suas vidas para salvar mulheres e crianças. Difícil apostar em um apenas, mas como é só palpite, vou de “Extremis”, por ter um tema diferente no meio de vários outros sobre a guerra que podem dividir votos entre eles.

Daniel Mercer.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

And the Oscar goes to... Os últimos favoritos.


Roteiro Original: “O Grande Hotel Budapeste” é o grande favorito. Concorre diretamente com “Birdman” e “O Abutre”. Venceu o Bafta, os prêmios de quase todas as associações de críticos dos EUA e o principal: o prêmio do Sindicato dos Roteiristas. Perdeu o Critics’ Choice e o Globo de Ouro justamente para “Birdman”. Aposto em “O Grande Hotel Budapeste”.

Roteiro Adaptado: “O Jogo da Imitação” x “A Teoria de Tudo”. Aqui há uma boa disputa. Enquanto o primeiro venceu o “Satellite Awards” e o prêmio do Sindicato dos Roteiristas, o segundo venceu o Bafta. A curiosidade do prêmio é a inclusão de “Whiplash: Em Busca da Perfeição” como roteiro adaptado. Como os produtores do filme não tinham dinheiro para fazê-lo alguns anos atrás criaram um curta-metragem para angariar fundos. Ganharam alguns festivais e conseguiram patrocínio para criar o longa – que sempre foi o objetivo deles. Em todas as outras premiações do ano, Whiplash concorreu em roteiro original, porém a Academia considerou que o filme traz um roteiro adaptado do curta-metragem de anos atrás. Minha aposta é em “O Jogo da Imitação”.

Documentário: “Citizenfour” é o grande favorito. O documentário que descreve o escândalo de espionagem da NSA deve vencer fácil. O único prêmio que perdeu foi o Critics’ Choice, porém o vencedor nem concorre ao Oscar. É também meu chute (já que não assisti o documentário por inexistência de legenda em português). É nesta categoria que se encontra o único concorrente brasileiro: o documentário “O Sal da Terra”, dirigido por Juliano Ribeiro.

Curta de animação: “O Banquete”. Curta de animação de Disney, muito bom. Não vi todos os concorrentes, mas dos que eu assisti, este é sem dúvida o melhor. Deve vencer.

Curta-metragem: “The Phone Call” x “Boogaloo and Graham”. Esta é daquelas categorias que quase ninguém assiste aos vídeos antes da premiação. Também é uma das poucas categorias que não há premiação nos grandes eventos. A única premiação internacional que tem a categoria é o Bafta – e deu a vitória para “Boogaloo and Graham”. Mas pelo que li a respeito, “The Phone Call” é o favorito – apesar de eu não saber muito o porquê.


Documentário em curta-metragem: “Disque crise para veteranos”. Esta é outra categoria que só dá para chutar o vencedor. Os sites especializados dão para este documentário o favoritismo. O título parece interessante.

Daniel Mercer.