Abaixo seguem os
favoritos aos prêmios secundários do Oscar 2017, os mais difíceis de prever e que, geralmente, decidem os bolões e apostas da premiação.
Documentário: na
principal categoria dentre os prêmios secundários do Oscar, o grande favorito é
o documentário O.J.: Made in America, que conta a história do jogador de
futebol americano O.J. Simpson e a sua acusação de matar sua ex-mulher e seu melhor
amigo em 1994. Exibido pela ESPN no programa “30 for 30” em cinco capítulos,
totalizando 467 minutos de documentário. Venceu diversos prêmios até o momento
e chega forte ao Oscar. Tem como principal concorrente o documentário “A 13ª
Emenda”, exibido pelo Netflix e que tenta relacionar a emenda que aboliu a
escravidão com o encarceramento dos negros nos Estados Unidos, criando, segundo
o documentário, uma nova forma de servidão. Venceu o Bafta e o Satellite e tem
ganhado força nas últimas semanas. São documentários interessantes e que devem
ser assistidos por quem gosta de história. Minha aposta é em O.J.: Made in
America.
Animação em curta-metragem: vencedor
na mesma categoria no Annie Awards – o maior prêmio de animação -, “Piper:
Descobrindo o Mundo” é a grande referência na premiação de curta de animação. Produzido
pela Pixar, tive a oportunidade de assisti-lo antes do filme “Procurando Dori”
e gostei bastante. Os demais curtas concorrentes, em especial o 360º da Google “Pearl”,
também são bem produzidos, mas sem a mesma qualidade e impacto do curta da
Pixar. É a minha aposta e ficaria bem feliz se vencesse.
Curta-metragem: esta
é a categoria que se tem menos informações no Oscar 2017 e é a escolha que
quebra ou garante os bolões. Sem nenhuma produção em língua inglesa (os curtas
são da França, Espanha, Suíça, Dinamarca e Hungria), também é difícil encontra-los
para verificar a qualidade de cada um e tentar adivinhar de qual a Academia irá
mais gostar. O curta francês “Ennemis
Intérieurs” tentou aproximar mais a categoria do grande público mantendo a
produção na internet disponível durante algumas semanas no ano passado e trata
o terrorismo argelino na França na década de 90. Talvez seu maior concorrente
seja o húngaro “Sing”, uma história que mostra crianças que, basicamente,
tentam se vingar da sua professora de coral que exige demais delas visando a
vitória em premiações, mas a minha aposta é no francês que, além da tradição do
país no Oscar, parece ter uma história mais envolvente, trata do tema
terrorismo e foi mais visto que seus concorrentes.
Documentário em curta-metragem: com três produções
que tratam o problema na Síria, seja tratando diretamente da guerra civil (Watani: My Homeland), seja mostrando a questão da imigração
na Turquia (4.1 Miles). Mas o favorito, que venceu alguns
prêmios no ano passado, é a produção da Netflix “Extremis”, que trata de
decisões morais e éticas tomadas por famílias que tem entes em fase terminal na
UTI do Hospital Highland, em Oakland,
Estados Unidos. “The White Helmets”, também da Nexflix, é outro documentário em
curta-metragem que chega com chances, ao também tratar a Guerra da Síria, mas
com um foco maior em Aleppo, mostrando heróis desconhecidos que arriscam suas
vidas para salvar mulheres e crianças. Difícil apostar em um apenas, mas como é
só palpite, vou de “Extremis”, por ter um tema diferente no meio de vários
outros sobre a guerra que podem dividir votos entre eles.
Daniel Mercer.

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