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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

And the Oscar goes to... Os favoritos aos prêmios técnicos – Parte II.


Canção, trilha sonora, edição de som e mixagem.

Dando continuidade aos favoritos às categorias técnicas do Oscar 2017, agora os prêmios de som. Assim como os anteriores, “La La Land” deve vencer quase todos, senão todos os Oscars em disputa.

Canção Original: de todos as prêmios que “La La Land” concorre, este talvez seja a maior barbada. Não só por concorrer com duas canções, mas por ter vencido, com “City of Stars”, o Globo de Ouro e o Satellite de Melhor Canção Original. Tem “How Far I’ll Go”, da animação “Moana: Um Mar de Aventuras”, como principal concorrente, mas não deve ter surpresas. Meu palpite não poderia ser diferente: “City of Stars”, de “La La Land”.

Trilha Sonora Original: mais um grande favoritismo de “La La Land”, que venceu o Globo de Ouro, Critics Choice e Satellite nesta categoria. Tem em “Jackie” seu maior concorrente, mas que só venceu prêmios menores das associações de críticos de cinema durante o período pré Oscar. Meu palpite: “La La Land”.

Edição de Som: nesta categoria temos três fortes concorrentes: “La La Land”, “A Chegada”, que venceu o Bafta, e “Até o Último Homem”, que venceu o Satellite. “La La Land” venceu o prêmio dos Editores de Som de Hollywood na categoria Melhor Edição de Som em filme musical. Meu palpite também é em “La La Land”, mas “Até o Último Homem” chega forte e a edição de som do filme é espetacular. Considero o melhor dentre os que vi, mas o musical caiu nas graças de todo mundo que faz cinema nos Estados Unidos e é a minha aposta.

Mixagem de Som: os principais concorrentes são os mesmos da categoria anterior: “La La Land”, “A Chegada” e “Até o Último Homem”, mas com um favoritismo maior do musical. Meu palpite também é “La La Land” que, se eu estiver correto, pode chegar a oito prêmios somente entre as categorias técnicas. Neste ritmo pode quebrar o recorde de 11 Oscars. Ou, pelo menos, igualar. Vamos aguardar.

Daniel Mercer.

And the Oscar goes to... Os favoritos aos prêmios técnicos – Parte I.


Edição, Fotografia e Direção de Arte.

Se na categoria de Melhor Filme está muito difícil tirar a vitória de “La La Land: Cantando Estações”, é na parte técnica que o favoritismo do musical se torna estrondoso. Das 10 categorias técnicas, o filme concorre em nada menos que oito, sendo favorito em, pelo menos, seis delas. Abaixo seguem as disputas e quais, os favoritos e os meus palpites para cada estatueta.

Direção de Arte: Das principais premiações pré-Oscar, “La La Land” venceu a maioria: Critics Choice, Satellite Awards e a premiação da Associação dos Diretores de Arte no gênero Filme Contemporâneo. O principal concorrente de “La La Land” nesta categoria é “Passageiros” que venceu o prêmio da Associação, mas no gênero Filme de Fantasia. Minha aposta é que "La La Land" vença sem dificuldade.

Fotografia: Nesta categoria há uma disputa maior, com “La La Land” disputando com “Lion: Uma Jornada para a Casa” e “Moonlight: Sob a Luz do Luar”. “La La Land” venceu o Bafta (premiação britânica) e o Critics Choice. “Lion” venceu aquele que é o maior termômetro do Oscar: a premiação da Sociedade de Cinematografia. “Moonlight” venceu alguns prêmios menores de associações de críticos locais. Podem surpreender no Oscar, mas minha aposta nesta categoria também é em “La La Land”.

Edição: Esta categoria está sendo a mais disputada das categorias técnicas e a aposta é difícil. “La La Land” venceu o Critics Choice, o Ace Eddie (maior premiação em Edição) no gênero comédia ou musical e vários prêmios menores das sociedades de críticos nas grandes cidades americanas; “A Chegada” desponta como principal concorrente e venceu o Ace Eddie no gênero Drama; já “Até o Último Homem” corre por fora, tendo ganhado força recentemente, com as vitórias no Bafta e no Satellite. Minha aposta também é em “La La Land”, pelo fenômeno que se tornou.

Figurino e Maquiagem

Aqui menos favoritismo de "La La Land" e disputas mais acirradas.

Figurino: esta talvez seja a categoria em que La La Land tem menos chances dentre as que concorre. E talvez seja o Oscar que faltará para o filme igualar os recordes de “Titanic” e de “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei”, com 11 estatuetas. O filme “Jackie” aparece como o grande favorito nesta categoria, tendo vencido Bafta, Critics Choice e Satellite. Porém, perdeu um pouco de força na premiação da Associação dos Figurinistas americanos, ao não vencer a categoria de filme de época a que concorria. Acabou perdendo para “Figuras Secretas”, que sequer concorre ao Oscar nesta categoria. Ponto para “La La Land”, que fez o dever de casa e venceu o prêmio no gênero Figurino Contemporâneo e chega com força ao Oscar. Apesar de “Jackie” ainda aparecer como grande favorito vou levar em consideração o momento e também apostar em “La La Land” nesta categoria.

Maquiagem ou Penteado: aqui uma categoria em que “La La Land” não concorre, mesmo tendo vencido algumas premiações na categoria Penteado Contemporâneo e concorrido ao prêmio da Associação de maquiadores e cabelereiros de Hollywood na categoria Maquiagem Contemporânea. Apesar do Oscar ser Maquiagem ou Penteado, geralmente os filmes concorrentes são sempre os de melhor maquiagem. Dentre os concorrentes ao Oscar se destacam “Esquadrão Suicida”, que venceu na categoria Melhor Maquiagem em Filme de Época e “Star Trek: Sem Fronteiras”, vencedor de Efeitos Especiais em Maquiagem. “Esquadrão Suicida” chega como favorito e é também a minha aposta.

Daniel Mercer.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

And the Oscar goes to... "La La Land - Cantando Estações".

Assim como aconteceu nos últimos anos, dou início à maratona da corrida ao Oscar 2017 com análises dos principais filmes concorrentes. Quais as principais chances de cada um? Quais os melhores filmes? O que cada um tem de tão especial que mereça ser premiado? Quais as maiores curiosidades? Este ano, mais uma vez, a Academia misturou vários gêneros na categoria principal, o que deve contemplar os gostos pessoais de grande parte dos amantes do cinema. Porém, quanto mais diversificada é a premiação, mais imprevisível ela se torna. Também é comum, nestes casos, que os votos fiquem bem divididos dentre os concorrentes e não vença necessariamente o melhor, e sim aquele que não tem grandes rivais em um determinado gênero. Neste contexto, “La La Land - Cantando Estações” sai na frente, pois é o único musical concorrente e também não há comédias românticas disputando a categoria principal. Por sua vez, são muitos os dramas, que dividirão votos, deixando o musical com ainda mais chances.

La La Land – Cantando Estações.

E o primeiro texto da corrida é justamente dedicado a “La La Land – Cantando Estações”. O longa conta a história da jovem aspirante à atriz Mia (Emma Stone), que se mudou para Hollywood buscando seu grande sonho, mas que fracassa por seis anos em sucessivos testes, sem conseguir seu objetivo. Durante esta jornada, ela conhece o tecladista Sebastian (Ryan Gosling), que também tem um sonho: abrir sua própria casa noturna para que o Jazz clássico não morra. Numa união de fracassos profissionais em série de ambos, nasce um grande amor, retratado no filme de forma simples, mas bastante intensa.

Escrito e dirigido por Damien Chazelle, o diretor repete o sucesso de seu filme anterior “Whiplash – Em busca da perfeição” (2014), na qual também foi roteirista e diretor, concorrendo a cinco estatuetas – incluindo Melhor Roteiro Adaptado, para o próprio Chazelle, e Melhor Filme. Não venceu nas suas duas indicações pessoais, mas fez seu nome ficar conhecido e abriu importantes portas para La La Land, roteiro que idealizou em 2010, mas que não havia encontrado estúdios interessados em dar vida ao musical. A direção de Chazelle no filme é impecável, com várias cenas longas, dinâmicas e sem cortes – fórmula que ficou famosa em “Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)” -, e um casamento quase perfeito com o Diretor de Arte David Wasco – Pulp Fiction (1994); Kill Bill (2003) e Bastardos Inglórios (2009) - que utilizou figurinos e cenários com cores vibrantes, muita coreografia e bastante jogo de luz. A cena de abertura, com 30 dançarinos, 60 carros e mais de 100 figurantes, mostra a complexidade com que o filme foi produzido. Além disso, algumas cenas se transformam completamente apenas com a mudança de luz, em tomadas sem cortes, o que parece simples, mas causa grande impacto na parte artística do filme. É o grande favorito a diversos prêmios técnicos, como Edição, Design de Produção, Trilha Sonora, Fotografia e Canção Original - na qual concorre com duas músicas.

Ao todo, La La Land concorre em 14 categorias no Oscar 2017 – recorde histórico, igualando “Titanic” (1999), que venceu 11 prêmios, e “A Malvada” (All About Eve, 1950), vencedor em seis categorias. Também quebrou um recorde histórico no Globo de Ouro: foi premiado em todas as sete categorias em que concorreu, incluindo Melhor Filme, Melhor Atriz (Emma Stone) e Melhor Ator (Ryan Gosling), todos no gênero Comédia ou Musical. Também venceu os prêmios de Melhor Direção e Roteiro (Damien Chazelle) e tem se destacado nas premiações pré-Oscar, já tendo vencido o PGA (Sindicato dos Produtores) na categoria Melhor Produção de Longa Metragem; o SAG (Sindicato dos Atores) na categoria Melhor Atriz (Emma Stone) e DGA (Sindicato dos Diretores) na categoria Melhor Diretor (Damien Chazelle).

Por vários motivos, “La La Land: Cantando Estações” é um filme obrigatório para quem gosta do cinema clássico, mesmo para quem não gosta muito de musicais. O final não é dos mais “clichês” – e deixou muita gente decepcionada –, mas vale pelo conjunto da obra.

Para finalizar uma curiosidade: o nome do filme “La La Land” tem um duplo significado: remete à Los Angeles, onde fica Hollywood, já que o termo é usado como apelido para a cidade; também é uma expressão utilizada no sentido do nosso tão conhecido “mundo da lua”, para descrever uma pessoa que está desatenta, não está prestando atenção ou pensando em outras coisas. Seria como perguntar: “Where you are? In La-La Land?”. Com certeza, não há uma definição melhor para pessoas que estão apaixonadas, pois constantemente parecem estar vivendo em “La La Land”. Não é verdade?

No Oscar 2017:

Barbada: Melhor Edição, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção Original;
Grandes chances: Melhor Filme, Melhor Diretor (Damien Chazelle), Melhor Atriz (Emma Stone), Melhor Roteiro Original (Damien Chazelle), Melhor Edição de Som e Melhor Mixagem de Som;
Outras categorias: Melhor Ator (Ryan Gosling) e Melhor Figurino.

Daniel Mercer.