quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Trump x Clinton - A reta final.


Mapa eleitoral das Eleições presidenciais dos EUA, contando apenas os estados com vantagem de 5% para algum dos candidatos na média das últimas pesquisas. É a fórmula mais utilizada pela imprensa norte americana. Fonte: realclearpolitics.com


Na próxima terça-feira, dia 8 de Novembro, será decidida a eleição mais disputada em muitos anos nos Estados Unidos. Desde a disputa entre George W. Bush x Al Gore, em 2000, que não se chega às vésperas das eleições com tantos jornalistas e cientistas políticos mudando de opinião a cada dia sobre quem deverá ser o novo presidente americano. Neste post, irei me atentar especialmente aos números das últimas semanas, sobre as reais chances de ambos e como o "azarão" Donald Trump corre por fora para desbancar a, ainda, grande favorita Hillary Clinton, na última semana de campanha.


O mapa eleitoral atual.

Para começar, comentarei o mapa que ilustra o início do post. Se trata do mapa atual da eleição, levando-se em consideração uma margem de 5% de vantagem para um dos candidatos. Num cenário em que "vermelho" indica os estados com vantagem para Trump e "azul" os estados com vantagem para Hillary, com os tons de ambas as cores indicando que a vantagem está entre 5 e 10% (mais claro); entre 10 e 20% (tom médio) e acima de 20% (mais escuro), mostrando quais estados podem ou não mudar de cor nos próximos dias. A esta altura, os tons mais escuros consistem em vantagens consolidadas e dificilmente mudarão de lado. Os estados em "cinza" indicam os que não apresentam vantagem de 5% para nenhum dos candidatos e que, obviamente, decidirão a eleição. Ao decorrer do post publicarei e comentarei os mapas que não consideram a margem de 5% e que mostram uma tendência de virada de Trump e um declínio considerável da candidata democrata.

Mapa eleitoral de duas semanas atrás, quando a imprensa se dedicava mais aos "escândalos sexuais" de Trump, do que às trapalhadas de Hillary quando era Secretária de Estado. Alguns veículos já davam como vitória certa. Fonte: politico.com


Mapa eleitoral atual, depois dos debates e após o FBI reabrir as investigações sobre os 33 mil e-mails deletados do servidor pessoal de Hillary - que ela usava para não ser monitorada pelos órgãos oficiais. Fonte: realclearpolitics.com


Nos mapas acima podemos verificar que existe uma tendência de rápida aproximação de Trump no colégio eleitoral e um grande domínio nas regiões Sul, Centro e Meio-oeste, restando à Hillary os estados mais populosos e ricos do Nordeste e da Costa Oeste.


"Estados-pêndulo" (swing states).

Os "estados-pêndulo" - estados que geralmente não possuem uma tradição de voto em um dos dois partidos e que mudam de posição a cada eleição - tendem a decidir sempre que a disputa se mostra apertada como a atual. Nesta eleição, alguns serão mais decisivos que outros, seja devido a um número maior de delegados no colégio eleitoral, seja por causa de uma guerra ponto a ponto, com viradas sucessivas de um lado e de outro.

Abaixo os principais estados deste grupo e como está a evolução dos candidatos nas pesquisas ao longo da disputa (levando em consideração a média aritmética delas):


ESTADOS PÊNDULO
DELEG.
20/set
05/out
20/out
01/nov
HILLARY
TRUMP
HILLARY
TRUMP
HILLARY
TRUMP
HILLARY
TRUMP
FLÓRIDA
29
43,30%
43,30%
45,80%
43,00%
46,80%
43,00%
44,50%
45,50%
OHIO
18
40,40%
42,40%
41,30%
43,50%
44,00%
44,60%
44,30%
46,80%
GEÓRGIA
16
41,30%
45,00%
41,00%
45,80%
41,30%
46,30%
42,30%
48,00%
CAROL. DO NORTE
15
42,00%
42,00%
44,70%
42,30%
45,80%
43,30%
46,30%
47,00%
VIRGÍNIA
13
43,30%
39,00%
44,00%
37,00%
45,00%
36,30%
47,00%
42,30%
ARIZONA
11
40,40%
38,20%
39,00%
42,00%
41,80%
40,50%
43,30%
45,70%
COLORADO
9
40,00%
37,00%
42,20%
38,60%
44,50%
37,30%
43,70%
41,30%


Caso o candidato Donald Trump dependesse apenas destes estados e continuasse a tendência de crescimento nos próximos dias, poderíamos cravar: "Trump será o próximo presidente dos Estados Unidos". Porém, a situação dele não é tão confortável quanto pode parecer num primeiro momento. As viradas tem sido constantes e qualquer novidade a favor de Hillary ou contra ele pode mudar tudo novamente. A máquina que ela possui nas mãos e o total apoio do partido, também poderão ser decisivos na reta final.

Como podemos observar nos mapas e na tabela acima, os maiores "estados-pêndulo" estão com ligeira vantagem para o candidato republicano. Hoje o mapa eleitoral mostra um total de 273 x 265 para Hillary Clinton. Para que Trump vença, terá que manter a dianteira em todos os estados que aparece com pequena vantagem: Flórida, Ohio, Geórgia, Carolina do Norte e Arizona - nos três primeiros ele tem mantido uma vantagem sólida, apesar de pequena, ao longo das últimas semanas; já na Carolina do Norte e no Arizona, fundamentais para que tenha qualquer chance, ele ultrapassou apenas ontem, numa vantagem que pode não se manter. Hillary dominou ambos os estados durante toda a campanha, perdendo a liderança apenas agora.

Porém, apenas estes estados não seriam suficientes. Lembrando que são necessários 270 delegados para a vitória, uma virada de última hora no Colorado - que tem diminuído a diferença nos últimos dias -, será o ponto crucial para a vitória do republicano. Imaginar que um estado pertencente à região das Montanhas Rochosas, com 5 milhões de habitantes e apenas 9 delegados no Colégio Eleitoral, decidirá a eleição mais disputada dos últimos anos, regendo o futuro da nação mais poderosa do mundo, parece loucura, mas é a mais pura realidade. Poderá sair daí o grande vencedor.


Utah e o azarão Evan McMullin.

Aqui se encontra mais uma peça do imenso quebra-cabeça da Eleição americana de 2016, que confunde até o mais experiente analista político. Utah é um estado ainda menor que o Colorado (com menos de 3 milhões de habitantes), de maioria conservadora, composto por 70% de mórmons e tradicionalmente um estado republicano (possui o governador e os dois senadores do partido, que também venceu todas as disputas presidenciais desde 1952). Seria um estado facilmente vencido por Trump - que lidera as pesquisas -, se não fosse por um detalhe: o mórmon Evan McMullin, que morou no Brasil na década de 90, em algumas cidades do Rio Grande do Sul.

McMullin é um auto-denominado conservador, ex-membro do Partido Republicano (saiu do partido este ano apenas para disputar a eleição), que decidiu de forma independente entrar na briga em Utah e em mais 10 estados. Não tem chances de vencer a eleição majoritária, mas quer fazer história, sendo o primeiro candidato fora dos dois principais partidos do país a vencer um estado desde a eleição de 1968. A surpresa é ainda maior quando se percebe que todos os candidatos republicanos venceram no estado nos últimos 50 anos e, desde 2000, com um percentual superior a 60%. Atualmente Trump lidera com 32%, contra 30% de McMullin e 24% de Hillary, mas algumas pesquisas já colocam o mórmon à frente do republicano.

E nesta disputa tão apertada, pode acontecer algo bem inusitado, que ocorreu apenas duas vezes na eleição americana (nos longínquos anos de 1800 e 1824): se um candidato não conseguir os 270 votos necessários no Colégio Eleitoral, a eleição tem de ser decidida pela Câmara dos Deputados entre os três primeiros colocados dentre os delegados. Neste cenário entrariam o próprio McMullin, Trump e Hillary. Nesta situação hipotética e bem pouco provável, Trump levaria vantagem, pois o Partido Republicano tende a continuar com maioria na Câmara. E, a menos que deputados republicanos votem no candidato independente de Utah ou na Hillary, ele tenderia a vencer com certa folga. Mas não deixaria de ser inusitado.

E em que situação esta "loucura" poderia acontecer? Se Trump mantiver a frente nos "estados pêndulo" em que está liderando (Flórida, Ohio, Geórgia, Carolina do Norte e Arizona), virar a eleição no Colorado, mas perder em Utah. Desta forma, o republicano ficaria com 268 votos no Colégio Eleitoral, Hillary ficaria com 264 e McMullin com os 6 votos de Utah. Será tão impossível quanto parece? As circunstâncias atuais tendem a afirmar que não.


O caso dos e-mails de Hillary e a reabertura da investigação.

Voltando para o mundo real e saindo do campo das hipóteses pouco prováveis, não poderia finalizar o texto sem escrever um pouco sobre o assunto que tende a dominar o noticiário nesta última semana de campanha: a reabertura da investigação sobre os 33 mil e-mails deletados pelos advogados de Hillary e que ela mantinha em servidor pessoal no porão de casa, quando era Secretária de Estado Americano.

Depois de ter arquivado o caso em agosto, o FBI decidiu reabri-lo a apenas 10 dias da eleição. Muitos tem alegado que se trata de um grande "complô" para prejudicar a candidata, mas é evidente que as recentes informações do WikiLeaks, de que o tal servidor pessoal foi hackeado pela Rússia e que e-mails confidenciais foram vazados, contribuíram muito para que o FBI voltasse ao caso.

A despeito de teorias da conspiração, particularmente eu tenho a opinião de que o caso até demorou a ser debatido pela imprensa americana, que em sua maioria tem apreço pelo Partido Democrata e criou total aversão ao candidato Trump. Seria muito ruim para a eleição se os casos sexuais do magnata continuassem a ser mais importantes para o eleitor americano e para o mundo, que as várias mentiras contadas pela candidata democrata sobre um caso que é considerado o maior escândalo da política americana desde o Watergate.

É evidente que este assunto já deveria ter sido debatido há meses, inclusive já deveria ter sido elucidado e vencido ou a favor de Hillary ou contra ela. Jogar a sujeira para "debaixo do tapete" é que não parece nada democrático e deixa uma grande suspeita se não era a candidata que estava sendo protegida durante todo este tempo. Ruim para ela que o assunto voltou tão próximo da eleição, pois terá que passar os próximos dias se defendendo, enquanto Trump terá tempo de fazer campanha, buscando os votos necessários para vencer a eleição.

Façam suas apostas, pois eu já fiz a minha: será a eleição mais imprevisível que já presenciei dentre as eleições americanas. Meu palpite, hoje, é que a Hillary vença na soma dos estados, se torne a nova presidente, mas perca no voto popular, tirando um pouco o brilho da vitória.

Mas, é evidente, que amanhã o palpite pode mudar. Quem vencerá?

Daniel Mercer.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

O Brasil venceu. Tchau querida!


Hoje todos os grandes meios de comunicação do Brasil, e que estão divulgando o mapa do Impeachment em seus sites, chegaram ao número mínimo de 342 deputados necessários favoráveis ao Impeachment:

  • Estadão: 346 a favor; 128 contra; 39 não declarados;
  •  Veja: 344 a favor; 125 contra; 44 não declarados;
  • O Globo: 344 a favor; 120 contra; 49 não declarados;
  • Folha de SP: 342 a favor; 124 contra; 47 não declarados.

De acordo com a oposição e com o presidente da Câmara Eduardo Cunha, já são, pelo menos, 360 deputados favoráveis ao Impeachment, mas que pode chegar a 380 no dia da votação. O site da CUT "Mapa da Democracia", contabiliza 333 favoráveis, 140 contrários e 39 "indecisos". Segundo as contas dos "companheiros" faltam apenas 9 para o Impeachment e 32 para barrá-lo. Já admitem a derrota.

As contas estão batendo, o clima é de derrota no governo. A Dilma fará um pronunciamento oficial hoje às 20h, numa total demonstração de desespero, assim como o Collor em 1992 às vésperas da votação do seu próprio afastamento. Será um momento épico de grande panelaço em todos os cantos do Brasil. Será o ponto final. Ontem o governo e alguns deputados governistas entraram com pedido para anular o processo no STF e para mudar a ordem de votação e foram derrotados por quase a totalidade dos ministros. Apenas Ricardo Lewandowiski (amigo pessoal do Lula) e Marco Aurélio Mello (que virou advogado do PT depois que sua filha virou desembargadora) foram contra a lei e a Constituição e defenderam o governo. A derrota foi fragorosa e deu ainda mais credibilidade ao afastamento da presidente.

A grande maioria dos deputados, que estão discursando no plenário da Câmara neste momento, também são favoráveis. Apenas PT, PC do B, Psol e PDT fecharam questão contra o Impeachment. Poucos deputados do PR, do PP, do PSD e do PMDB são contra. Quase a totalidade, ou mais de 80% pelo menos, são favoráveis.

Agora é hora de continuar pressionando. Não nos dispersar. Lotar as ruas no domingo e fazermos um grande carnaval. A democracia venceu. Nós, que estamos lutando há mais de um ano, vencemos. E o Brasil venceu.

Mapas do Impeachment:

Daniel Mercer.

terça-feira, 29 de março de 2016

A evolução do Impeachment


Nos últimos meses eu tenho focado politicamente nas prévias dos partidos republicano e democrata para as eleições gerais dos Estados Unidos. É uma forma de disputa centenária que me chama muito a atenção e me dá esperanças de que um dia nosso sistema eleitoral seja tão organizado e democrático como é o sistema americano.

Porém, fatores internos da política brasileira me fazem dar uma pausa nesta disputa e focar num tema importante e que pode fazer as próximas semanas serem bem interessantes e emocionantes em terras tupiniquins. E não é Copa do Mundo. É o Impeachment da presidente Dilma Rousseff, que está cada vez mais próximo. E quando digo “mais próximo” quero dizer que as chances são bem reais, para não dizer prováveis.

O desembarque do PMDB da base do governo na convenção do partido na véspera da maior manifestação política da história do Brasil - e confirmada hoje, quase que por unanimidade -, fez com que diversos outros deputados e senadores ligados ao governo desembarcassem da canoa já furada e afundando. As escutas telefônicas tornadas públicas pela justiça do país e que causou grande revolta na população pela forma chula e pouco republicana com que o ex-presidente Lula se dirigiu à justiça, a adversários políticos e até a membros do próprio partido, acirrou os ânimos no Congresso e fez com que o Vice-presidente Michel Temer já começasse a articular o seu próprio governo.

Mas como a intenção do blog não é repetir o que já se sabe através da grande imprensa, preferi trazer alguns dados estatísticos de como está a evolução do Impeachment no Congresso e na comissão especial que analisará e votará o relatório que vai a plenário em data ainda indefinida.

A comissão do Impeachment

Pela primeira vez desde que o PT subiu a rampa do Planalto, a oposição brasileira – agora bem menor que na época do Mensalão – está unida contra o governo. Foram muitos anos de conivência, em momentos que parecia até ter medo de ser oposição, que contribuíram para que o país chegasse à situação atual. A comissão especial do Impeachment foi criada no último dia 17 de Março, após idas e vindas, polêmica no Supremo Tribunal Federal, votação e anulação de chapa avulsa, dentre outras coisas. Mas... como votam os deputados da Comissão?

No dia que a comissão foi formada – 17 de Março –, o jornalista Fernando Rodrigues divulgou uma lista com a posição de cada deputado eleito para a comissão. Naquela ocasião 31 deputados apoiavam o Impeachment e 28 eram favoráveis ao governo. Havia algumas inconsistências na lista, como a suposta posição, contrária ao Impeachment, do presidente e do relator da comissão, os deputados Rogério Rosso (PSD/DF) e Jovair Arantes (PSD/GO), respectivamente. Os dois são aliados do Presidente da Câmara Eduardo Cunha e têm se declarado isentos até o momento, mas devem ser favoráveis ao Impeachment, inclusive tendo sido escolhidos pela oposição no dia anterior. O governo aceitou os dois unicamente para não sair derrotado da votação. Mas a pressão sobre os dois é grande, principalmente de eleitores de seus respectivos estados.

Após uma semana da escolha da comissão as coisas parecem ter piorado bastante para o governo. Alguns deputados que apareciam com tendência a votar a favor do governo e contra o impedimento, passaram a não responder mais sobre sua posição, se mostrando neutros ou independentes, e dizendo que irão “analisar o relatório e votar de acordo com suas convicções”. Isso demonstra uma clara mudança de posição para alguns.
Fonte: Estadão, Jornal Zero Hora e “Placar do Impeachment”.

















Entre os indefinidos estão, justamente, deputados da base aliada que analisam a posição de seus respectivos partidos, se continuam na base ou se colocam na condição de “partidos independentes”: PMDB, PP, PSD e PR. São deputados que, na minha opinião, tendem a abandonar o governo assim que o PMDB desembarcar da base e puxar o “blocão” da Câmara – também chamado de “centrão” por setores da imprensa e no Congresso – na qual lidera. Com isso, o relatório tende a ser aprovado com o dobro de votos dos deputados contrários. E mais uma etapa do Impeachment terá sido finalizada.

O plenário da Câmara















Como podemos perceber acima, não é nada fácil a vida do governo neste momento. Ainda sequer foi analisado o pedido de Impeachment por parte da comissão especial na Câmara; sequer foi feito um relatório; e já temos uma situação de completo abandono por parte da base aliada. Só sendo muito ingênuo para imaginar, na atual conjuntura, que ainda existam deputados ou senadores “indecisos”. Eles estão apenas esperando o melhor momento para declarem seu apoio ao Impeachment, pois os que estão com o governo já se declararam há muito tempo.

Abaixo um panorama de como estão as bancadas do PMDB, PP, PR e PSD, segundo reportagem de hoje do “Estadão”, levando em conta os depoimentos dos principais líderes destes partidos:

Fonte: "Placar do Impeachment"















É desta forma que o governo ainda acredita que pode escapar do Impeachment. Sinceramente, não dá mais. É questão de tempo, com data e hora marcada, para que a presidente Dilma Rousseff sofra o Impeachment.

Já li na Folha e no G1 que Eduardo Cunha pretende colocar a votação do plenário para um domingo. Seria algo histórico e, com certeza, viraria carnaval um Impeachment sendo transmitido ao vivo num domingo. Mas acredito que seja mais provocação que realidade. De qualquer forma existe uma grande probabilidade que seja aprovado e o governo já tem considerado a derrota como iminente. Dilma precisa de 172 deputados para se salvar e hoje conta com apenas 118.

Por sua vez, são necessários 342 deputados para aprovar o impedimento, em votação aberta, nominal, no plenário da Câmara, e existem 257 deputados que já se pronunciaram a favor. A questão é que os 138 “indefinidos” estão pendendo muito mais pelo impeachment, esperando apenas uma definição de seus respectivos partidos e da entrega dos cargos de confiança, coisa que o PMDB já está fazendo. E acho muito difícil que tantos deputados se arrisquem num "abraço de afogados" com um governo com mais de 80% de desaprovação. É ano de eleição e ninguém quer ser cúmplice de tentar salvar um governo zumbi. Quase todos vão pular fora.

Daniel Mercer.