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quarta-feira, 2 de novembro de 2016
sexta-feira, 25 de março de 2016
Momento de decisão no Partido Democrata
Enquanto no Partido
Republicano a disputa só termina na Califórnia, no último dia das primárias em
07 de Junho, no Partido Democrata a briga termina no final de Abril, podendo
ser no dia 19 em Nova York ou no dia 26 na Pensilvânia. Já há um clima de “já
ganhou” na campanha da candidata Hillary Clinton desde a “Super Terça” do dia
1º de Março e, apesar do número de delegados “comprometidos” ganhos nas
disputas estaduais estar mais apertada (1.228 x 934 para Hillary, segundo as
contas do site “TheGreenPapers”), quando se somam os “Super Delegados” (líderes
do partido com direito a voto) a vitória já está consolidada: 1.698 x 961, sendo necessários 2.383 delegados para a confirmação da vitória. A
diferença é grande e as projeções dos próximos estados não deixa margem para
uma improvável virada. Hillary já venceu. Precisa apenas somar delegados em Abril para que Sanders desista oficialmente da campanha.
A “Super Terça” e a
consolidação da vitória
Foi na “Super Terça” de 1º
de Março que Hillary pode respirar aliviada e comemorar a vitória. Até então
eram os Super Delegados que lhe davam vantagem: Sanders havia vencido em New
Hampshire e conseguido um “empate proporcional” em Iowa e Nevada, perdendo
apenas na Carolina do Sul. Mas no dia 1º de Março Hillary venceu em oito dos
doze estados em disputa, incluindo vitórias maiúsculas nos dois principais
estados do dia: Texas (65,2%) e Geórgia (71,3%). Mesmo nos maiores estados que
venceu (Minesota, Colorado e Oklahoma), Sanders não obteve grande vantagem na
soma dos delegados comprometidos e dos super delegados. Apenas em seu estado
natal Vermont, ele obteve boa vantagem, mas insignificante para o placar
geral, pois se trata de um dos menores estados dos Estados Unidos.
A grande vantagem de
Hillary se consolidou na “Super Terça II” do dia 15 de Março, com vitórias em
todos os estados em disputa, alguns com grande margem de diferença: Flórida
(65,9%), Illinois (50,5%), Ohio (56,5%), Carolina do Norte (54,6%) e Missouri
(49,6%). Já venceu a disputa dentro do Partido Democrata e começa a se preparar para a
eleição geral do dia 8 de Novembro. Espera de camarote seu adversário – Donald
Trump ou Ted Cruz – numa eleição que promete ser a mais acirrada desde 2000,
independente do candidato republicano.
|
Candidato
|
Projeção dos delegados¹
|
Superdelegados²
|
Total
|
|
Hillary Clinton
|
1.228
|
470
|
1.698
|
|
Bernie Sanders
|
934
|
27
|
961
|
¹ Delegados vencidos nas prévias dos estados. ² Delegados líderes do partido com
direito a voto que escolhem seus candidatos independente do resultado das prévias.
Projeções para as próximas prévias e o descaso da mídia
Amanhã teremos disputa apenas no Partido Democrata, com prévias nos estados
do Alaska e Washington, além do Havaí. São locais que tendem a dar vitória para
Hillary, mesmo que por margem pequena. Curiosamente não há pesquisas eleitorais
para o estado de Washington, um dos maiores do país; e no que há pesquisa,
Alaska, foi feita apenas uma em janeiro. Ou seja, chegaremos na disputa amanhã
sem a menor noção de quem está em vantagem entre os eleitores. Este descaso dos
institutos de pesquisa e da grande mídia americana reflete o clima de disputa
finalizada: enquanto estouram pesquisas nas prévias do Partido Republicano, em
que ainda há uma grande disputa, no Partido Democrata a grande vantagem de
Hillary não deixa margens para dúvida: ela já venceu a indicação do partido, só
faltando a confirmação. E a grande mídia americana centra sua atenção para o
clima de guerra que envolve a disputa republicana. Isso acaba sendo uma desvantagem
para Hillary que, apesar de já poder se organizar com antecedência para a
disputa nacional, perde espaço na atenção do eleitorado que está focando na
disputa Trump x Cruz.
Daniel Mercer.
sábado, 27 de fevereiro de 2016
Prévias na Carolina do Sul - Partido Democrata
A Carolina do Sul é um
estado localizado na região sudeste dos Estados Unidos. Faz fronteiras com a
Carolina do Norte, ao norte, com o Oceano Atlântico ao Sudeste e com a Geórgia
ao Sudoeste. É pequeno, apenas o 40º maior estado do país, mas tem uma grande
densidade populacional com mais de 4,5 milhões de habitantes, o 24º maior
estado no ranking populacional (Censo, 2010). Sua economia é principalmente
voltada à indústria têxtil e de tabaco, sendo um dos líderes nacionais nos dois
setores e de onde vem a maior fonte da renda do estado. Sua população é
majoritariamente branca não-hispânica (64,1%), mas também tem um grande número
de negros (27,9%); a religião protestante é preponderante, respondendo
por 84% do total.
Em termos históricos, a
Carolina do Sul foi um dos 13 estados federados após a Independência dos
Estados Unidos, tendo sido o oitavo a conseguir a sua independência. Foi o
primeiro país a seceder após a eleição de Abraham Lincoln, se tornando um dos
estados membros dos Estados Confederados da América. Também foi na Carolina do
Sul que se iniciou a guerra civil americana em 12 de abril de 1861.
Em relação ao recente
histórico político, tanto os dois senadores do estado quanto a governadora são
do Partido Republicano. Nas eleições presidenciais, os candidatos republicanos
vencem desde 1980, sendo Jimmy Carter, em 1976, o último democrata a vencer.
Seus moradores tem profunda admiração por Ronald Reagan e George W. Bush; o
estado passa a contar com nove delegados na eleição de 8 de novembro – até a
última eleição eram oito delegados.
Partido Democrata
Hoje acontece a última
prévia democrata antes da Super Terça do próximo dia 1º de março. O favoritismo
de Hillary é muito grande neste momento da campanha, tanto na prévia de hoje na
Carolina do Sul quanto na próxima terça. Aparentemente a “onda Sanders” não
chegou em muito lugares dos Estados Unidos e sua campanha perdeu um pouco de
força.
Este momento é essencial
para a escolha dos candidatos que disputarão a eleição presidencial em
novembro, tanto no Partido Republicano quanto no Partido Democrata, e no
momento existe uma tendência de vitória dos favoritos Hillary Clinton e Donald
Trump.
Média das Pesquisas
Eleitorais (entre 10 e 25 de fevereiro):
- Hillary Clinton – 58,2%;
- Bernie Sanders – 30,7%;
Nas últimas semanas Sanders
cresceu bastante no estado, partindo de uma diferença de mais de 50% em
dezembro para cerca de 28% nos últimos dias, mas insuficiente para uma
aproximação mais rápida. Hillary passou a atacar bastante as promessas de
Sanders como impraticáveis e parece ter tido sucesso, pelo menos em estancar
sua queda em outros estados e manter parte da vantagem que tinha em grande
parte do país.
O sistema de disputa na Carolina
do Sul entre os democratas é proporcional, diferentemente dos republicanos em
que todos os delegados vão para o vencedor. No Partido Democrata são 53 “delegados
comprometidos” em disputa, em que 35 são distribuídos proporcionalmente em cada
um dos sete distritos do estado e outros 18 são distribuídos, também
proporcionalmente, de acordo com a votação geral. Dos seis delegados
inicialmente “não comprometidos”, quatro já se decidiram por Clinton,
independente do resultado da primária de hoje, enquanto que outros dois
continuam sem se posicionar.
Daniel Mercer.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Prévias em Nevada - Partido Republicano
Hoje acontece o caucus no
estado de Nevada no Partido Republicano. Após grande vitória de Trump na
Carolina do Sul – em que posteriormente escreverei um post detalhando os
números –, ele chega ao Caucus de hoje também com grande favoritismo e
dificilmente perderá.
Nevada é o sétimo maior
estado em território dos Estados Unidos, apesar de ter apenas a 35ª população
do país, com 2,7 milhões de habitantes. Foi colonizado pelos espanhóis e passou
a integrar o território mexicano até o fim da guerra mexico-americana em 1848,
passando a integrar o território dos Estados Unidos a partir de então. Foi
elevado à categoria de estado americano em 1864 durante a guerra civil
americana.
Sua economia é
principalmente voltada ao turismo, em decorrência dos cassinos em Las Vegas,
sua maior e mais importante cidade. Outra grande fonte de renda é a extração de
prata, ouro, petróleo e areia; sua capital é Carson City, mas tem Las Vegas
como principal conglomerado urbano e econômico.
Em relação à política
recente, o governador do estado, Brian Sandoval, é republicano e tem se
colocado em posição neutra quanto á um apoio formal aos candidatos, mas
desmentiu recentemente que apoie Donald Trump, o que pode ser entendido como um
“não apoio”. O senador Dean Heller, também republicano, declarou há dois dias
apoio a Marco Rubio após desistência do candidato Jeb Bush. O outro senador
Harry Reid, democrata, não anunciou apoio a ninguém e aparece ainda na lista de
“superdelegados” como “não comprometido”.
Partido Republicano
No último sábado foi
realizada a primária da Carolina do Sul pelo Partido Republicano, em que o
candidato que recebesse mais votos em cada distrito e no geral no estado
receberia todos os votos no sistema “ganhou leva tudo”. Donald Trump confirmou
o favoritismo e ganhou com boa vantagem na apuração geral e em quatro dos sete
distritos. Nos demais venceu mais apertado, numa boa disputa contra Marco
Rubio, mas acabou vencendo em todos, levando os 50 delegados do estado.
Com isso chega fortalecido ao
cáucus de hoje, com uma vantagem nas pesquisas da véspera até maior que o
resultado na última primária. O fato do governador não estar apoiando ninguém
até o momento, também o favorece, já que se comporta como o “anti-establishment”
do partido; é o Bernie Sanders dos republicanos.
Com relação às regras da
prévia de hoje, a distribuição dos delegados é feita proporcionalmente,
diferente da distribuição da Carolina do Sul, em que o vencedor levou tudo. A
fórmula de distribuição é: 30 (total de delegados) x total de votos do
candidato ÷ total de votos válidos (excluídos os votos dos candidatos que não
teve um mínimo de 3,3%).
Média das Pesquisas
Eleitorais (entre 10 e 15 de fevereiro):
- Donald Trump – 42%;
- Ted Cruz – 20%;
- Marco Rubio – 19%;
- John Kasich – 7%;
- Ben Carson – 6%.
Infelizmente, e pela
primeira vez na campanha, não há pesquisa atual sobre a prévia republicana em
Nevada. A última pesquisa data do dia 15 de fevereiro, bem antes da prévia da
Carolina do Sul, o que pode dar bastante diferença no resultado de hoje. Mas é
inegável que Trump tem uma grande vantagem e deve ganhar com facilidade.
Calculo que deva levar cerca de 15 delegados, contra sete ou oito, no máximo,
do segundo colocado.
Daniel Mercer.
sábado, 20 de fevereiro de 2016
Eleições primárias na Carolina do Sul – Partido Republicano
A Carolina do Sul é um
estado localizado na região sudeste dos Estados Unidos. Faz fronteiras com a
Carolina do Norte, ao norte, com o Oceano Atlântico ao Sudeste e com a Geórgia
ao Sudoeste. É pequeno, apenas o 40º maior estado do país, mas tem uma grande
densidade populacional com mais de 4,5 milhões de habitantes, o 24º maior
estado no ranking populacional (Censo, 2010). Sua economia é principalmente
voltada à indústria têxtil e de tabaco, sendo um dos líderes nacionais nos dois
setores e de onde vem a maior fonte da renda do estado. Sua população é majoritariamente branca não-hispânica (64,1%), mas também tem um grande número de negros (27,9%); a religião protestante é preponderante, respondendo por 84% do total.
Em termos históricos, a
Carolina do Sul foi um dos 13 estados federados após a Independência dos
Estados Unidos, tendo sido o oitavo a conseguir a sua independência. Foi o
primeiro país a seceder após a eleição de Abraham Lincoln, se tornando um dos
estados membros dos Estados Confederados da América. Também foi na Carolina do
Sul que se iniciou a guerra civil americana em 12 de abril de 1861.
Em relação ao recente
histórico político, tanto os dois senadores do estado quanto a governadora são
do Partido Republicano. Nas eleições presidenciais, os candidatos republicanos
vencem desde 1980, sendo Jimmy Carter, em 1976, o último democrata a vencer.
Seus moradores tem profunda admiração por Ronald Reagan e George W. Bush; o
estado passa a contar com nove delegados na eleição de 8 de novembro – até a
última eleição eram oito delegados.
Partido
Republicano
Hoje acontecem as primárias
do Partido Republicano na Carolina do Sul, sendo que a do Partido Democrata
acontece apenas na semana que vem em 27 de fevereiro. Com regras muito simples,
esta prévia dará ao vencedor uma vantagem grande na corrida, pois todos os
delegados são distribuídos a quem receber mais votos, tanto nos distritos,
quanto na votação geral do estado. O partido distribui seus 50 delegados no
sistema “leva tudo quem vence”. São sete distritos, com três delegados cada, em
que o candidato vencedor fica com os três, e outros 29 delegados ficam para o
vencedor geral no estado.
O empresário Donald Trump
chega com grande vantagem e não há nenhuma evidência de que não vencerá hoje na
contagem geral e na maioria dos distritos – senão em todos, a não ser que os
apoios recebidos por Rubio tenham grande efeito. Pode sair da primária de hoje
com 50 delegados a mais, contra nenhum dos outros candidatos. Seria uma vitória
acachapante e parece que será isso que irá acontecer. Depois de uma grande vitória
em New Hampshire, se manteve firme na frente nas pesquisas em muitos Estados,
incluindo na prévia de hoje.
Os três grandes cabos eleitorais
do estado, a governadora Nikki Haley e os senadores Lindsey Graham e Tim Scott,
todos republicanos, já definiram seus apoios: Haley e Scott estão apoiando
Marco Rubio e Graham está apoiando Jeb Bush. Estas definições estão fazendo
estes candidatos subirem um pouco nas pesquisas, mas não chegam a incomodar o
líder e grande favorito Trump - a exceção de algumas poucas pesquisas de ontem, que indicam grande subida de Rubio.
Os
favoritos
Como dito anteriormente,
Trump está com grande vantagem nas pesquisas e deve vencer sem grandes
dificuldades, como foi em New Hampshire, apesar de não ter apoio de quase
nenhum nome de relevância dentro do partido. O segundo lugar está bem disputado
e deve ser definido voto a voto entre Marco Rubio e Ted Cruz. Tenho a impressão
que Rubio volta a brigar forte depois de ter sido esmagado no debate anterior
às prévias de New Hampshire, passando a responder mais incisivamente às
perguntas no debate de sábado passado para demonstrar maturidade (em New Hampshire Rubio
foi indagado pelos jornalistas sobre sua falta de maturidade para ser
Presidente da República e, por tabela, foi fortemente atacado pelos candidatos,
perdendo milhares de votos na primária). O apoio de dois grandes nomes do
partido no estado dá à Rubio uma grande vantagem sobre Cruz e algumas pesquisas
o colocaram ontem em posição de empate técnico com Trump, apesar de outras
pesquisas ainda darem a Trump grande vantagem.
Jeb Bush, após bom resultado
na última primária, ganhou um pouco de fôlego, mas continua patinando na
campanha. Seu irmão e ex-presidente George W. Bush está mais presente, mas não consegue transferir grande parte de sua popularidade. Se Bush não
conseguir ao menos o terceiro lugar na Carolina do Sul, deve começar a desistir
da corrida, ainda que a mantenha até a Super Terça do dia 1º de março, que será
decisivo para ver quem continua com chances e quem sai da disputa. O mesmo
acontece com John Kasich, que praticamente não tem mais chances e com Ben
Carson, que insiste em continuar concorrendo mesmo já estando, na prática, fora da disputa.
Como venho escrevendo há
algumas semanas, o representante do Partido Republicano para as eleições gerais
sairá da disputa entre Donald Trump, Ted Cruz e Marco Rubio, ficando em dúvida
apenas quem os demais candidatos irão apoiar e se Cruz e Rubio se unirão para
derrotar Trump. As coisas começam a ficar claras e as definições devem ocorrer
nas próximas semanas.
Média
das Pesquisas Eleitorais para Iowa (entre 15 e 19 de fevereiro):
- Donald Trump – 31,8%;
- Marco Rubio – 18,8%;
- Ted Cruz – 18,5%;
- Jeb Bush – 10,7%;
- John Kasich – 9%;
- Ben Carson – 6,8%;
Este resultado pode não se confirmar na eleição de hoje, pois é uma média de pesquisas desde o dia 15. Porém, com o apoio da governadora do estado e de um dos senadores, Rubio tem crescido bastante e já aparece em empate técnico com Trump em alguns levantamentos, apesar de estar bem atrás em outros. É uma dúvida que só será tirada na abertura das urnas, após às 23h de hoje (pelo horário de Brasília, 20h no horário local). Aposto em vitória de Trump, com Rubio terminando em segundo e Cruz em terceiro.
Daniel Mercer.
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