Durante a semana irei mesclar meus posts das eleições presidenciais
americanas com a grande festa do cinema que ocorre no próximo domingo. De hoje
até lá irei escrever alguns textos à respeito dos filmes e das chances de cada
um, nas principais categorias, na série que estreei no ano passado e intitulei:
"And the Oscar goes to...".
A Grande Aposta
“A Grande Aposta” é um dos favoritos ao Oscar
de Melhor Filme, ao lado de “Spotlight: Segredos Revelados”, “Mad Max: Estrada
da Fúria” e “O Regresso”. É repleto de atores conhecidos, como Cristian Bale (O
Bruce Wayne dos últimos três Batman, “O Vencedor” e “Trapaça”), Steve Carell
(“Pequena Miss Sunshine” e “Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo”) e
Brad Pitt (dispensa apresentações), que acabaram se encaixando muito bem na
trama, interpretando investidores com personalidades bem diferentes, cada um
com suas manias e seus fantasmas. O filme é baseado em fatos reais
que ocorreram na última grande crise do mercado, iniciada pela bolha
imobiliária dos EUA em 2007.
Numa trama em que várias história são
contadas sem que haja interação entre os personagens principais, direção,
montagem e roteiro chamam a atenção, merecendo as indicações ao Oscar que
recebeu nestas categorias. O termo
"short" (do título em inglês "The Big Short”) significa um tipo
de transação financeira, onde o investidor vende títulos de algo que ele
acredita que perderá valor em breve, com a intenção de comprar de volta mais
barato. É uma movimentação sempre muito arriscada e não comum, já que vai na
contramão do mercado financeiro, quase sempre otimista. No momento atual do
Brasil, por exemplo, seria como ter vendido ações da Petrobras quando estava em
alta, prevendo a crise e seus sucessivos rebaixamentos de crédito.
Neste sentido, vários analistas apostaram
contra o sempre sólido mercado imobiliário americano, que jamais havia entrado
em crise, causando desconfiança até mesmo entre os colegas mais próximos e
sócios. Esta trama acabou por expor várias práticas ilegais ou não convencionais que
ocorriam o tempo todo nos bancos, sem que ninguém se desse conta que a bolha
formada poderia acarretar na maior financeira em várias décadas.
Foi um filme aclamado pela crítica
especializada, manual para qualquer estudante de áreas administrativas, e que
chama bastante a atenção pela qualidade técnica. Concorre sem
grandes chances em quase todas as cinco categorias em que foi indicado, mas não
deixa de ser um filme completo, que mistura boa atuação, boa direção, um
roteiro bem detalhado e excelente boa montagem. Teve azar de ter em seu ano de lançamento outros filmes
melhores, caso contrário poderia vencer vários prêmios.
No Oscar 2016:
Azarão: Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado
e Melhor Montagem.
Outras categorias: Melhor Diretor (Adam
McKay) e Melhor Ator Coadjuvante (Christian Bale).
Daniel Mercer.

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