E
foi utilizando o termo liberalismo (ou "liberalism", em inglês),
que os socialistas conseguiram primeiro dominar o Partido Democrata e depois
dominar o próprio discurso do país nos últimos anos. Hoje o Partido Democrata tem dois
postulantes com discurso socialista para suceder o também socialista Barack
Obama: Hilary Clinton e Bernie Sanders, em que o segundo se mostra mais à
esquerda que a primeira, e ainda acusa Hilary e Obama de defenderem as grandes
corporações. Não existe comunista satisfeito, eles sempre querem mais.
O
grande problema é que Sanders começa a ganhar terreno na indicação dos
Democratas e promete ampliar muito a prática socialista de Obama.
Propostas como aumento de impostos, perseguição às grandes multinacionais
americanas e a criação e o aumento de práticas assistencialistas por parte do
governo, irão aproximar a maior potência do mundo do fracasso comunista do
século XX e da própria América Latina. O “Obamacare” foi apenas o começo,
Sanders quer universidades estatais americanas, estatização dos presídios
federais e bastante controle no sistema financeiro, ou seja, para ele quanto
mais Estado melhor. Uma ameaça não só à economia americana, mas a milhões de
empregos existentes nos mais diferentes países, vindos das multinacionais
americanas que terão seus negócios bastante dificultados.
O
que me deixa um pouco mais tranquilo é que existem dois grandes entraves para
Bernie na corrida à Casa Branca: em primeiro lugar, e mais importante, é que ele
não tem história alguma no Partido Democrata. Foi um político independente
durante toda a vida e apenas se filiou ao partido no ano passado, unicamente
para concorrer à eleição com maiores chances do que se tentasse uma candidatura
independente - como fez quando venceu a eleição para o Senado pelo Estado de Vermont.
E isso o deixa muito fraco dentre os grandes políticos democratas, que não veem
nele convicção para defender o partido. Deste modo, a grande favorita se torna Hillary, que tem o apoio de praticamente todo o
partido, incluindo Senadores, Governadores, membros representantes da câmara baixa e do próprio Presidente Obama – que não
se pronunciou oficialmente, mas colocou todo o staff político na campanha dela, o que torna quase impossível uma indicação de Sanders para a eleição geral, mas
preocupa para futuras disputas.
Todos sabem que os socialistas criam um discurso por anos ou décadas, até conseguir os objetivos de poder total e irrestrito e, só então, passam a perseguir seus adversários políticos. Inclusive conseguem dominar todo o discurso da esquerda, destruindo politicamente qualquer outro oponente que participa de ideologia parecida, mas que seja considerado moderado. Temos um grande e triste exemplo em casa e Sanders pode ser apenas o político que plantou a grande semente populista no Partido Democrata. É impressionante a quantidade de jovens em sua campanha, muito parecida à época das "Diretas Já" no Brasil e no Impeachment do Presidente Collor, em que uma grande massa de estudantes e jovens se entregavam ao discurso da esquerda, o que torna um fenômeno com previsão ruim para as futuras eleições, mas não necessariamente para a atual.
Todos sabem que os socialistas criam um discurso por anos ou décadas, até conseguir os objetivos de poder total e irrestrito e, só então, passam a perseguir seus adversários políticos. Inclusive conseguem dominar todo o discurso da esquerda, destruindo politicamente qualquer outro oponente que participa de ideologia parecida, mas que seja considerado moderado. Temos um grande e triste exemplo em casa e Sanders pode ser apenas o político que plantou a grande semente populista no Partido Democrata. É impressionante a quantidade de jovens em sua campanha, muito parecida à época das "Diretas Já" no Brasil e no Impeachment do Presidente Collor, em que uma grande massa de estudantes e jovens se entregavam ao discurso da esquerda, o que torna um fenômeno com previsão ruim para as futuras eleições, mas não necessariamente para a atual.
Em
segundo lugar, os candidatos conservadores do Partido Republicano já perceberam a ameaça crescente ao futuro do país e já começaram a debater
assuntos realmente importantes, ao invés de ficarem apenas focados no midiático Donald Trump - centro dos ataques em debates anteriores. No debate de ontem, na rede ABC News, tanto Marco
Rubio quanto Ted Cruz, Ben Carson, Jeb Bush e o próprio Trump – só para citar
os que ainda tem alguma chance – debateram muitos assuntos que contrapõem totalmente
o discurso com o de Bernie: o liberalismo econômico
clássico, combate ao Estado Islâmico, o perigo nuclear na Coréia do Norte e no
Irã, imigração, segurança pública, sistema de saúde e até questões econômicas com a China. Todos assuntos importantes que batem
de frente com o discurso socialista de Sanders (para se ter ideia ele defendeu, há alguns dias, diplomacia na questão do Estado Islâmico, deixando para os países vizinhos a tarefa da resolução do problema, enquanto os terroristas ameaçam a paz no
mundo e degolam civis ocidentais, incluindo americanos).
Hoje, somente um candidato Republicano pode salvar os EUA do mal que dominou a URSS
no século XX e boa parte do mundo, incluindo alguns países do nosso continente,
diminuindo sua liberdade (tanto econômica quanto social). E é evidente que sendo
a liberdade americana ameaçada, o mundo inteiro se torna menos livre. Que
"Deus abençoe a América"¹ e tenha piedade de todos nós.
¹Menção ao hino "God
Bless America" de Irving Berlin, e usualmente citado em diversos discursos
de vários presidentes americanos.
Artigo do Rodrigo
Constantino citado no início do texto:
http://rodrigoconstantino.com/resenhas/de-jkf-a-obama-a-radicalizacao-da-esquerda-americana/
PS: Este artigo foi escrito
originalmente no dia 14 de janeiro, cerca de duas semanas antes do início
das prévias americanas – e quando o Democrata Bernie Sanders se tornava uma
ameaça apenas para sua principal oponente.
Daniel Mercer.

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