A Carolina do Sul é um
estado localizado na região sudeste dos Estados Unidos. Faz fronteiras com a
Carolina do Norte, ao norte, com o Oceano Atlântico ao Sudeste e com a Geórgia
ao Sudoeste. É pequeno, apenas o 40º maior estado do país, mas tem uma grande
densidade populacional com mais de 4,5 milhões de habitantes, o 24º maior
estado no ranking populacional (Censo, 2010). Sua economia é principalmente
voltada à indústria têxtil e de tabaco, sendo um dos líderes nacionais nos dois
setores e de onde vem a maior fonte da renda do estado. Sua população é majoritariamente branca não-hispânica (64,1%), mas também tem um grande número de negros (27,9%); a religião protestante é preponderante, respondendo por 84% do total.
Em termos históricos, a
Carolina do Sul foi um dos 13 estados federados após a Independência dos
Estados Unidos, tendo sido o oitavo a conseguir a sua independência. Foi o
primeiro país a seceder após a eleição de Abraham Lincoln, se tornando um dos
estados membros dos Estados Confederados da América. Também foi na Carolina do
Sul que se iniciou a guerra civil americana em 12 de abril de 1861.
Em relação ao recente
histórico político, tanto os dois senadores do estado quanto a governadora são
do Partido Republicano. Nas eleições presidenciais, os candidatos republicanos
vencem desde 1980, sendo Jimmy Carter, em 1976, o último democrata a vencer.
Seus moradores tem profunda admiração por Ronald Reagan e George W. Bush; o
estado passa a contar com nove delegados na eleição de 8 de novembro – até a
última eleição eram oito delegados.
Partido
Republicano
Hoje acontecem as primárias
do Partido Republicano na Carolina do Sul, sendo que a do Partido Democrata
acontece apenas na semana que vem em 27 de fevereiro. Com regras muito simples,
esta prévia dará ao vencedor uma vantagem grande na corrida, pois todos os
delegados são distribuídos a quem receber mais votos, tanto nos distritos,
quanto na votação geral do estado. O partido distribui seus 50 delegados no
sistema “leva tudo quem vence”. São sete distritos, com três delegados cada, em
que o candidato vencedor fica com os três, e outros 29 delegados ficam para o
vencedor geral no estado.
O empresário Donald Trump
chega com grande vantagem e não há nenhuma evidência de que não vencerá hoje na
contagem geral e na maioria dos distritos – senão em todos, a não ser que os
apoios recebidos por Rubio tenham grande efeito. Pode sair da primária de hoje
com 50 delegados a mais, contra nenhum dos outros candidatos. Seria uma vitória
acachapante e parece que será isso que irá acontecer. Depois de uma grande vitória
em New Hampshire, se manteve firme na frente nas pesquisas em muitos Estados,
incluindo na prévia de hoje.
Os três grandes cabos eleitorais
do estado, a governadora Nikki Haley e os senadores Lindsey Graham e Tim Scott,
todos republicanos, já definiram seus apoios: Haley e Scott estão apoiando
Marco Rubio e Graham está apoiando Jeb Bush. Estas definições estão fazendo
estes candidatos subirem um pouco nas pesquisas, mas não chegam a incomodar o
líder e grande favorito Trump - a exceção de algumas poucas pesquisas de ontem, que indicam grande subida de Rubio.
Os
favoritos
Como dito anteriormente,
Trump está com grande vantagem nas pesquisas e deve vencer sem grandes
dificuldades, como foi em New Hampshire, apesar de não ter apoio de quase
nenhum nome de relevância dentro do partido. O segundo lugar está bem disputado
e deve ser definido voto a voto entre Marco Rubio e Ted Cruz. Tenho a impressão
que Rubio volta a brigar forte depois de ter sido esmagado no debate anterior
às prévias de New Hampshire, passando a responder mais incisivamente às
perguntas no debate de sábado passado para demonstrar maturidade (em New Hampshire Rubio
foi indagado pelos jornalistas sobre sua falta de maturidade para ser
Presidente da República e, por tabela, foi fortemente atacado pelos candidatos,
perdendo milhares de votos na primária). O apoio de dois grandes nomes do
partido no estado dá à Rubio uma grande vantagem sobre Cruz e algumas pesquisas
o colocaram ontem em posição de empate técnico com Trump, apesar de outras
pesquisas ainda darem a Trump grande vantagem.
Jeb Bush, após bom resultado
na última primária, ganhou um pouco de fôlego, mas continua patinando na
campanha. Seu irmão e ex-presidente George W. Bush está mais presente, mas não consegue transferir grande parte de sua popularidade. Se Bush não
conseguir ao menos o terceiro lugar na Carolina do Sul, deve começar a desistir
da corrida, ainda que a mantenha até a Super Terça do dia 1º de março, que será
decisivo para ver quem continua com chances e quem sai da disputa. O mesmo
acontece com John Kasich, que praticamente não tem mais chances e com Ben
Carson, que insiste em continuar concorrendo mesmo já estando, na prática, fora da disputa.
Como venho escrevendo há
algumas semanas, o representante do Partido Republicano para as eleições gerais
sairá da disputa entre Donald Trump, Ted Cruz e Marco Rubio, ficando em dúvida
apenas quem os demais candidatos irão apoiar e se Cruz e Rubio se unirão para
derrotar Trump. As coisas começam a ficar claras e as definições devem ocorrer
nas próximas semanas.
Média
das Pesquisas Eleitorais para Iowa (entre 15 e 19 de fevereiro):
- Donald Trump – 31,8%;
- Marco Rubio – 18,8%;
- Ted Cruz – 18,5%;
- Jeb Bush – 10,7%;
- John Kasich – 9%;
- Ben Carson – 6,8%;
Este resultado pode não se confirmar na eleição de hoje, pois é uma média de pesquisas desde o dia 15. Porém, com o apoio da governadora do estado e de um dos senadores, Rubio tem crescido bastante e já aparece em empate técnico com Trump em alguns levantamentos, apesar de estar bem atrás em outros. É uma dúvida que só será tirada na abertura das urnas, após às 23h de hoje (pelo horário de Brasília, 20h no horário local). Aposto em vitória de Trump, com Rubio terminando em segundo e Cruz em terceiro.
Daniel Mercer.

Nenhum comentário:
Postar um comentário