Este ano os filmes que concorrem na principal categoria são bons, mas é inegável que Hollywood deu uma caída no último ano. Os roteiros são inferiores que nos anos anteriores, os filmes que concorrem em Efeitos Visuais não são “históricos” e, dentre os favoritos a Melhor Filme, nenhum será lembrado daqui a 10, 20 anos.
Dos
que eu assisti, os que mais gostei foram “Manchester À Beira-Mar”, “Lion: Uma Jornada
para Casa” e “Até o Último Homem”. Destes, apenas “Manchester” tem chances de
vencer o filme principal, tendo ganhado o Satellite, figurado entre os 10
melhores do ano na lista da AFI e vencido o “National Board Review”, outra
importante premiação.
Porém,
a disputa deve ser mesmo entre “La La Land: Cantando Estações” e “Moonlight:
Sob a Luz do Luar”. O primeiro é favorito a vários prêmios técnicos e deve
vencer a maioria dos que concorre. É o favorito da crítica artística e venceu
quase todos os prêmios pré-Oscar: Globo de Ouro no gênero comédia ou musical, Bafta,
Critics Choice, Satellite e praticamente todos os prêmios dos críticos das
principais cidades americanas. “Moonlight” venceu apenas o Globo de Ouro no
gênero drama e alguns poucos prêmios dos críticos, mas é o favorito da mídia de
esquerda nos Estados Unidos e dos “politicamente corretos” de Hollywood. Numa
premiação em que os discursos “anti-Trump” devem ser a tônica da noite, dar o
prêmio principal a um filme em que a maioria dos atores e o staff são negros,
poderia soar como uma espécie de “protesto”, apesar de não fazer muito sentido
misturar uma premiação de cinema com política, mas depois que a atriz Meryl Streep
fez isso no Globo de Ouro, eu não duvido de muita coisa que esses atores “ativistas”
podem fazer. Outro ponto a favor de “Moonlight” foi a grande repercussão da
campanha “#OscarSoWhite” no ano passado, que pode fazer a Academia decidir pelo
filme.
Mas minha aposta é
mesmo em “La La Land”. Acredito que a pressão não deve gerar muito efeito,
apesar de ter a certeza de que serei obrigado a ouvir, após a premiação, que a
Academia é formada por “velhinhos brancos” e que ele jamais dariam o prêmio
para um filme como “Moonlight”, como se não tivessem dado o Oscar para filmes
parecidos no passado – “12 Anos de Escravidão” é um grande exemplo. Acaba sendo um ingrediente a mais para a disputa de hoje. E que comece logo o #Oscar2017.
Daniel Mercer.

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